quarta-feira, 1 de junho de 2011

Escaras de decúbito

As escaras de decúbito são muito comuns em pacientes com problemas ortopédicos e neurológicos. É um problema que nos deparamos frequentemente, e muitas vezes os proprietários não sabem como agir ao ver o cão sofrer com as escaras. Abaixo vou colocar uma explicação resumida sobre as escaras de decúbito, que tirei do livro Reabilitação e Fisioterapia na Prática de Pequenos Animais, dos autores Levine, D. et al.


As úlceras de decúbito em pacientes veterinários estão relacionadas a alta morbidade e altos custos para o proprietário. Geralmente, as úlceras de decúbito são geradas pela aplicação prolongada de pressão sobre a pele que recobre uma proeminência óssea, resultando em um tecido isquêmico local ou regional. A progressão dessas úlceras é influenciada por outros fatores, como umidade, fricção e cortes. Algumas doenças como paralisias, doenças vasculares, doenças metabólicas (diabetes ou hiperadrenocorticismo) e desnutrição, podem aumentar o risco de desenvolvimento das úlceras de decúbito. 

Na medicina veterinária, observa-se que a maioria dos casos está relacionada a pacientes com dificuldades locomotoras ou muito debilitados. Os cães obesos e de grande porte são mais suscetíveis ao desenvolvimento de úlceras de decúbito, pelo maior peso corporal.

As localizações anatômicas mais comumente afetadas pelas úlceras de decúbito são:
- MEMBROS PÉLVICOS: trocanter maior (articulação coxofemoral), tuberosidade isquiática (no quadril, perto do ânus), calcâneo (calcanhar), maléolo lateral da tíbia (tornozelo) e face lateral do quinto dedo.


- MEMBROS TORÁCICOS: acrômio (ombro), olécrano (colovelo), epicôndilo lateral do úmero (colovelo), face lateral do quinto dedo.


Prevenção
O reconhecimento dos fatores de rico é o primeiro passo a ser tomado para a prevenção do desenvolvimento das úlceras. Pacientes com limitação da mobilidade (em particular os cães de grande porte), tem alto potencial para desenvolver as escaras (ou úlceras de decúbito).
O mais eficiente para a prevenção é o leito correto, que deve ser macio (de preferência colchão de ar de uso veterinário). Deve-se virar o paciente de lado, a cada duas horas, e a pele deve ser mantida limpa e seca.
A avaliação das condições da pele devem fazer parte de uma rotina diária. A identificação e monitoração nas fases iniciais resultam em uma cicatrização mais rápida e efetiva. Os pelos devem ser cortados, pois retém umidade (urina e fezes) e camufla a real situação da pele, retardando o início das medidas preventivas ou o tratamento. Assim que a lesão for identificada, deve ser classificada e descrita. Mensurar a escara com fotos diárias ajuda a observar a progressão ou regressão das escaras de decúbito.

Tratanento
Deve ser feito o debridamento de todas as escaras (remoção dos tecidos inviáveis). Esse processo acelera a cicatrização pois cria um ambiente livre de infecções e tecidos necrosados. Após o debridamento, a ferida irá cicatrizar por segunda intenção.
Vários medicamentos tópicos apresentam efeitos potenciais na cicatrização, principalmente quando aplicados durante a fase inflamatória do processo cicatricial. Se houver infecção, será necessário iniciar uma antibioticoterapia. Úlceras mais avançadas podem precisar de reconstrução cirúrgica.
Independente do tipo de tratamento escolhido, a ferida deve ser mantida livre da ação de forças. Proteger a ferida contra a umidade, microrganismos, pressão, cortes e fricção é essencial para obter bons resultados.
Na fisioterapia, o tratamento de feridas de decúbito é essencial no programa de reabilitação.

Um comentário:

  1. Oi
    Estamos de volta com o blog!
    Tadinho do cachorro =/
    Tem que tomar cuidado, né.
    Estou seguindo você
    Obrigada pela visita lá no meu blog
    Bom final de semana
    ;*
    queremosfalardemusica.blogspot.com

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